Pinturas, desenhos e vídeos inéditos de Mariannita Luzzati

Artista apresentará na Galeria Marcelo Guarnieri pinturas, desenhos e vídeos inéditos, que refletem sobre os fluxos migratórios, de pessoas e paisagens

Galeria Marcelo Guarnieri, Rio de Janeiro
Abertura: 3 de agosto de 2017, das 18h às 21h
Exposição: até 6 de setembro de 2017
Entrada franca – yuppy! 🙂


Captura de Tela 2017-08-02 às 12.49.47A Galeria Marcelo Guarnieri, em Ipanema, inaugura no dia 3 de agosto a exposição “Mariannita Luzzati – Migrantes”, com sete obras inéditas da artista, sendo dois filmes, duas pinturas e quatro desenhos, que refletem sobre a paisagem e os fluxos migratórios. As obras, que foram produzidas em 2016 e 2017, se relacionam entre si. O trabalho atual de Mariannita Luzzati tem sido realizado a partir da pesquisa sobre o movimento constante de migração de plantas que se infiltram em novas paisagens e estabelece uma relação com o fluxo de pessoas que migram por necessidade ou por vontade própria, causando mudanças sociais e culturais nesses cenários.

O ponto de partida da exposição é o filme “Migrantes” (2016), que dá nome à exposição e revela através da paisagem o processo de colonização do Brasil por Portugal durante a expansão marítima. O filme, que mistura paisagens reais e imaginárias (desenhos feitos pela artista), reflete sobre o processo de mudanças e interferências que este fluxo gerou. Ao lado dele, estará um outro filme, que trata sobre o tema da migração e deslocamento da paisagem. “São filmes que fiz de paisagens reais que entram em fusão com paisagens imaginárias que construí (pinturas e desenhos)”, explica a artista.

Captura de Tela 2017-08-02 às 12.50.31Na exposição os filmes estarão em diálogo com duas pinturas em grande dimensão (óleo sobre tela) e cinco desenhos (lápis sobre papel). Todos esses trabalhos se relacionam com a sua pesquise anterior, que pensa em uma “restauração” da paisagem, para retorna-las ao seu estado “natural”. A vontade de restauração de que trata Mariannita diz respeito a um mundo sem excessos, sejam eles de informação, de imagens ou de cores. A ação de esvaziar pode ser observada não só nas paisagens silenciosas que nos apresenta, mas também na paleta de cores rebaixadas que utiliza e até mesmo no aspecto difuso da pintura que dá conta de “nublar” os elementos da cena. Por meio da tinta diluída, sobrepõem-se centenas de camadas muito leves que dão corpo a rochedos muito pesados, rodeados pela imensidão do imprevisível oceano. Há uma troca entre cor e forma, onde uma se constrói enquanto a outra se desmancha.

Captura de Tela 2017-08-02 às 12.50.53Os desenhos se comportam de maneira parecida. São feitos com lápis de cor, material rudimentar que carrega consigo o registro da infância, um registro de leveza e ingenuidade. Tal delicadeza, no entanto, precisa negociar com a dureza da ferramenta: o lápis, ao pintar o papel, evidencia as imperfeições de sua superfície e torna grosso o que seria liso. É do mesmo tipo de troca de que se trata, cor e forma: enquanto uma se constrói, a outra se desmancha.

SOBRE A ARTISTA 
Captura de Tela 2017-08-02 às 15.28.01Mariannita Luzzati, 1963. Vive e trabalha em São Paulo e Londres.

Dentre as exposições individuais e coletivas que participou, destacam-se nas seguintes instituições: Pinacoteca do Estado de São Paulo, Centro Cultural São Paulo, Museu de Arte Moderna de São Paulo, Museu de Arte Contemporânea de São Paulo, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Museu de Arte Moderna da Bahia, Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, Museu de Arte Contemporânea de Curitiba, Museu Vale do Rio Doce de Vitória, Museu Nacional de Buenos Aires, Museum Of London, Haus Der Kulturen Der Welt em Berlim, Maison Saint Gilles em Bruxelas.

Suas obras constam em importantes coleções nacionais e internacionais, dentre as quais a Fundação Itaú Cultural de São Paulo; a Fundação Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro; a Fundação Cultural de Curitiba; a Fundação Padre Anchieta – TV Cultura em São Paulo; o Museu de Arte de Brasília; o Machida City Museum of Graphic Arts em Tóquio; Pinacoteca do Estado de São Paulo; Centro Cultural Dragão do Mar em Fortaleza; Instituto Figueiredo Ferraz em Ribeirão Preto; Fundação Musei Civici de Lecco e MIDA – Scontrone na Itália; British Museum de Londres; Essex Collection em Colcherter na Inglaterra; Credit Suisse First Boston; Halifax plc; Herbert Smith; Rexam plc de Londres; Teodore Goddard, em Jersey e Pearson plc, em Nova York.

SOBRE A GALERIA 
Captura de Tela 2017-08-02 às 15.28.42Marcelo Guarnieri iniciou as atividades como galerista nos anos 1980, em Ribeirão Preto, e se tornou uma importante referência para as artes visuais na cidade, exibindo artistas como Amilcar de Castro, Carmela Gross, Iberê Camargo, Lívio Abramo, Marcello Grassmann, Piza, Tomie Ohtake, Volpi e diversos outros.

Atualmente com três espaços expositivos – São Paulo, Rio de Janeiro e Ribeirão Preto – a galeria permanece focada em um diálogo contínuo entre a arte moderna e contemporânea, exibindo e representando artistas de diferentes gerações e contextos – nacionais e internacionais, estabelecidos e emergentes – que trabalham com diversos meios e pesquisas.

SERVIÇO

arte

Mariannita Luzzati – Migrantes

Abertura: 3 de agosto de 2017, das 18h às 21h
Exposição: até 6 de setembro de 2017
Galeria Marcelo Guarnieri, Rio de Janeiro
Rua Teixeira de Melo, 31 – lojas C/D Rio de Janeiro – RJ – Brasil – CEP 22410 010
Telefone: (21) 2523.6157
De segunda a sexta, das 11h às 18h
Sábado, das 11h às 15h
www.galeriamarceloguarnieri.com.br

 

 

 

FavoriteLoadingMarcar como Favorito
Compartilhe nas redes!Share on Facebook
Facebook
Share on Google+
Google+
Tweet about this on Twitter
Twitter
Share on LinkedIn
Linkedin
UA-77258271-1
%d blogueiros gostam disto: