Jazz, Tropicália, Samba e Orquestras animam a semana

Orquestras se encontram no Espaço Botica para homenagem ao Dia Nacional do Choro

Screen Shot 2017-04-25 at 10.56.47 PMEm comemoração ao Dia Nacional do Choro o charmoso Largo do Boticário recebe no próximo sábado (28/04), um encontro de orquestras com a Orquestra Violões do Forte de Copacabana, a Orquestra SindiRefeiçõesRJ, a Flautistas da ProArte e da Marambaia, em show a partir das 16h, com entrada franca.

O evento faz parte do Janelas Abertas, programa do Espaço Botica, que revitalizar a área levando shows intimistas de músicos e grupos, além de aulas de grafite, desenho, ioga, dentre outras atividades culturais, para os cariocas.

26/04 e 27/04 – JULIANA LINHARES + MIHAY + SALGADO MARANHÃO com participação de Hélio Moulin

Nesta edição a cantora Juliana Linhares e o cantor e compositor Mihay apresentarão músicas do repertório tropicalista acompanhados pelo músico Hélio Moulin, e dividem a noite com o poeta e compositor Salgado Maranhão, que lerá poesias que fazem referência ao movimento 

Screen Shot 2017-04-26 at 8.28.09 AMNos dias 26 e 27 de abril (quarta e quinta-feira), a partir das 19h30, acontece a terceira etapa do ciclo de encontros “Somos Tropicália – 50 anos do movimento“, no Gabinete de Leitura Guilherme Araújo, em homenagem ao cinquentenário da Tropicália. As surpreendentes e eletrificadas apresentações de Caetano Veloso e Gilberto Gil no Festival da TV Record de 1967 são consideradas o marco inicial do movimento na música, que se consolidou com a gravação de “Tropicália Ou Panis Et Circenses”, álbum-manifesto lançado no ano seguinte.

Para este mês de abril o projeto tem como participantes a cantora e atriz Juliana Linhares, destaque na cena da música independente, integrante da banda Pietà e do show Iara Ira, projeto no qual divide o palco com as cantoras Júlia Vargas e Duda Brack; o músico, cantor e compositor Mihay, que possui um trabalho solo onde figuram importantes parcerias com artistas que vão de João Donato a Mariana Aydar, passando por Kassin e Chico César, entre muitos outros; e o ilustre poeta e compositor Salgado Maranhão, vencedor do prêmio Jabuti em 1999 e em 2016, e com mais de 50 canções gravadas por nomes como Elba Ramalho, Ney Matogrosso, Paulinho da Viola e outros. Acompanhados pelo músico violonista Hélio Moulin, o quarteto prepara uma apresentação inspirada nas músicas e poesias tropicalistas, que ganharão suas assinaturas em arranjos e interpretações!

Em maio o projeto receberá a cantora, compositora e atriz Letícia Novaes, o tecladista e compositor Arthur Braganti e o poeta Luis Turiba. Sempre com entrada franca – yuppy! 🙂

Somos Tropicália Até dezembro serão programados encontros poético-musicais que ressaltam a importância da Tropicália na música popular brasileira, com influências que reverberam até hoje no cenário do cancioneiro contemporâneo. As noites vão misturar leituras de poemas e participações musicais em releituras do repertório tropicalista por artistas e poetas – entre novos e consagrados – que de alguma forma ecoam a Tropicália em seus trabalhos e carreiras.

Os encontros ocorrerão, justamente, no primeiro andar da casa onde morou o irreverente e festivo Guilherme Araújo, célebre empresário e produtor musical dos baianos no final da década de 60, considerado uma espécie de co-criador do movimento. Por vontade do próprio Guilherme, após sua morte a casa foi transformada em gabinete de leitura, funcionando também como centro cultural.

O projeto, sob coordenação, curadoria e produção do jornalista Rafael Millon e do poeta Paulo Sabino (também jornalista), é realizado em parceria com o Gabinete de Leitura Guilherme Araújo, e estreou oficialmente em fevereiro, reunindo a cantora Mãeana, o músico e compositor Bem Gil, e o poeta e agitador cultural Jorge Salomão. E em março o evento recebeu os cantores e compositores Lila e Matheus VK junto com o ator e poeta Eber Inácio, sempre em duas noites.

Nos dias 28 e 29/04, o Osmar Milito Trio recebe a cantora Clarisse Grova para um tributo à cantora Maysa

Screen Shot 2017-04-26 at 7.51.00 AMPedro Paulo, o ex-proprietário e programador do saudoso restaurante e casa de shows Mistura Fina, da Lagoa, célebre pela excelente programação de jazz, bossa nova e música instrumental ao vivo, se uniu ao grande pianista Osmar Milito para lançar o projeto MISTURA MAR, no Hotel Rio Othon Palace, da Avenida Atlântica.

A cada fim de semana, Milito e seu trio convidam grandes músicos e cantores, brasileiros e estrangeiros, para visitar o repertório dos maiores intérpretes e compositores da história da música nacional e internacional.

Aberto ao público em regime de ‘soft openning’, os shows acontecem ora no 1º andar do hotel cinco estrelas, com sua deslumbrante vista para o mar de Copacabana, ora no Lobby Bar, sempre às sextas-feiras e sábados, de 20h às 23h, em duas sessões.

Roda do CHICO ALVES – lançamento do CD “Pra Yayá rodar a saia”. Participação especial neste domingo (30/04) das cantoras ANDREA DUTRA, SUZANA DAL POZ, MAYTÊ CORRÊA, IVY MORAIS e o grupo “SAMBA do PEIXE”

Screen Shot 2017-04-26 at 8.30.03 AMChico Alves é um capixaba amante do Rio de Janeiro, que ao longo dos anos vem se aprimorando como compositor e cantor de samba, já tendo integrado como cantor o grupo “Sambalangandã”, que por mais de cinco anos conquistou a admiração e fidelidade de muitos cariocas no bairro de Santa Teresa. Atualmente, cantando em algumas rodas de samba pelo centro do Rio e Niterói, com muita simpatia e talento, vem fortalecendo o seu público e séquito de fãs. Neste ano lança o seu primeiro CD solo e autoral, “Pra Yayá Rodar a Saia”, produzido por jovens músicos da cena musical niteroiense e trazendo um apanhado dos 20 anos de carreira do artista, sempre evidenciando sua versatilidade como compositor.

O CD Lançado de forma independente, com recursos próprios e através da plataforma de financiamento coletivo “Benfeitoria”, o CD intitulado “Pra Yayá Rodar a Saia” contém 13 músicas, algumas já gravadas por reconhecidos nomes da Música Popular Brasileira e outras inéditas. Entre elas, estão novas parcerias com os compositores Moyséis Marques, Toninho Nascimento, Ivor Lancelloti, Zorba Devagar Marco Pinheiro. Os cantores Moyseis Marques Andrea Dutra também emprestam suas vozes em duas faixas.

Foi produzido e arranjado por Fernando Brandão, Daniel Karin e Felipe Tauil. Duas faixas tem os arranjos do instrumentista Rogério Souza, integrante do “Grupo Nó em Pingo D’Água”, e a gravação (entre setembro e novembro de 2016) contou com a participação de exímios músicos instrumentistas já bem experientes nas rodas cariocas: Carlinhos 7 Cordas, Marcio Hulk, Dirceu Leite, Dudu Oliveira, Sidão Santo e Eron Lima, dentre outros.

Chico Alves Capixaba radicado em Niterói, Chico possui 20 anos de carreira no mundo do samba e suas vertentes, tendo já integrado os grupos “Unha de Gato” e “Sambalangandã”. Teve músicas gravadas por nomes como Leila Pinheiro, Guinga, Aurea Martins, Toninho Geraes, Simone Lial, Quarteto em Cy e outros e já se apresentou em praticamente todas as casas de samba do Rio de Janeiro. Trapiche Gamboa, Rio Scenarium, Carioca da Gema e Semente são algumas delas. Chico também é um dos grandes incentivadores dos movimentos de Samba na Rua, apresentando-se com frequência em rodas das Livraria Al Farabi, Livraria Folha Seca, Samba da Rua do Ouvidor e “Samba do Castelo”. Como integrante do grupo “Unha de Gato”, excursionou pela Europa, também realizando shows em Vitória, Belo Horizonte e São Paulo, por exemplo.

Sobre a casa “Trapiche Gamboa”:
Situado no berço do samba, na Gamboa, entre a Pedra do Sal, a Ladeira do Valongo e o Largo da Prainha, entre o centro da cidade e o bairro da Saúde, o Trapiche Gamboa é um grande sobrado do século XIX (1857) e foi inaugurado como casa de shows em 2004. Ele se tornou um refúgio para o samba de roda (a mais autêntica forma de música brasileira) e consagrou-se como uma das maiores, mais bonitas e aprazíveis casas (de samba) da cidade. Importantes sambistas já passaram por lá e exímios músicos da nova safra do samba do Rio de Janeiro frequentemente realizam as magistrais rodas da casa.

A arquitetura de 1857 e com pé direito de 13 metros está conservada com piso original e parede de pedra revestida com óleo de baleia. Antes de abrigar a casa de samba, o sobrado era uma oficina mecânica.

Quem é do samba ou quer conhecê-lo melhor e mais de perto, seja carioca ou turista, deve visitar o Trapiche Gamboa, endereço de uma boa combinação de petiscos e de roda de samba como a dos antigos terreiros. No segundo andar, há ainda um mezanino onde é possível bater um papo com menos barulho. Já no terceiro andar, uma varanda oferece ar fresco com um barzinho à disposição. É bem aconchegante e convidativo.

 

SERVIÇO
Encontro de Orquestras no espaço Botica
Local: Espaço Botica. Largo do Boticário, Cosme Velho
Data: 29 de abril
Horário: a partir das 16h
Entrada Gratuita – yuppy! 🙂

Gabinete de Leitura Guilherme Araújo
SOMOS TROPICÁLIA – 50 anos do movimento*
Abril: com Juliana Linhares, Mihay, Hélio Moulin e Salgado Maranhão / Pocket-show e leitura de poesias
Local: Rua Redentor, 157 –  Ipanema
Datas: 26/04 (4ª-feira) e 27/04 (5ª-feira)
Horário: a partir das 19h30
Telefone para mais informações: (21) 2523-1553
Entrada franca c/ contribuição voluntária
Lotação: 60 lugares | Classificação: livre
Fan Page: www.facebook.com/somostropicalia/
Evento: www.facebook.com/events/1881892262099199/

Mistura Mar
– Osmar Milito Trio e a cantora Clarisse Grova – Tributo à Maysa (Sergio Barroso/baixo e Pascoal Meireles/bateria)
Local: Hotel Othon (Avenida Atlântica 3261 – Copacabana), no foyer, 1º andar
Data: 28 e 29 de abril
Horário: 20h às 23h
Ingressos: R$ 40,00 (cheque ou dinheiro). Venda de ingressos 1 hora antes do show e escolha de mesas por ordem de chegada
Reserva e informações pelo telefone 99145-4924

CHICO ALVES – lançamento de CD – TRAPICHE GAMBOA
Local:Rua Sacadura Cabral, 155 – Gamboa (próximo à Praça Mauá, entre a Pça. Mauá e o Hospital dos Servidores)
Data: 30 de abril
Horário: abertura da casa às 18h30. Show inicia às 21h
Couvert artístico: R$30 (R$25 colocando o nome na lista amiga pelo e-mail trapichegamboa@ig.com.br). Classificação etária: 18 anos
Faz reservas de mesas. Tels.: 2516-0868 / 2233 9276
Aceita cartões de crédito e débito.
www.trapichegamboa.com
Facebook: https://www.facebook.com/trapichegamboa?fref=ts
Instagram: http://instagram.com/trapichegamboarj/
Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCV0bChwM5Ba9L_SIblPxbVQ

 

*Tropicália e o Gabinete de Leitura

Em 1967 – no mesmo ano em que o público se impactava com exposição da instalação “Tropicália”, de Hélio Oiticica, no Museu de Arte Moderna do Rio, com a montagem da peça “O Rei da Vela”, de Oswald de Andrade, pelo Teatro Oficina, e com a exibição do filme “Terra em Transe”, de Glauber Rocha – as eletrificadas apresentações de Caetano Veloso com “Alegria, alegria”, e de Gilberto Gil com “Domingo no Parque” no Festival da TV Record romperam com os padrões musicais da época. Surgia então a Tropicália, um novo movimento estético-musical que fascinou o país, e revolucionou e reposicionou a cultura brasileira no final dos anos 60.

A partir da incorporação de elementos da cultura de massa internacional, misturadas a referências nacionais, e à sofisticação musical característica nossa, o movimento ganhou a adesão de diversos artistas, e transformou a produção cultural brasileira a partir do novo patamar criativo-comportamental proposto pelo grupo. Na música, liderado por Caetano Veloso e Gilberto Gil, e tendo Gal Costa como eterna grande musa, e integrantes como Nara Leão, Tom Zé, Rogério Duprat e Torquato Neto, as influências tropicalistas seguiram pelos anos 70 adentro e agora o movimento completa 50 anos em 2017.

Por trás disso tudo estava Guilherme Araújo, o visionário empresário e produtor musical dos três baianos à época, conduzindo as produções de suas apresentações, turnês e álbuns, e unindo-os também a novos artistas. No caminho aberto por eles em plena ditadura militar, logo em seguida surgiriam nomes como os Mutantes, Novos Baianos, Secos e Molhados, Ney Matogrosso, A Cor do Som, e tantos outros. Nasciam, assim, artistas que colocavam em cheque uma elitizada imposição do que era tido como “bom gosto”, e combatiam a caretice e a sisudez do período para darem lugar à irreverência, à liberdade e à diversidade nos modos de viver e criar.

A presença e a influência de Guilherme Araújo nos bastidores da Tropicália foram decisivas, e por isso o Gabinete de Leitura organizará uma série de eventos que celebram o tropicalismo ao longo de 2017. Serão realizados shows, saraus, leituras e montagens de peças com participações de artistas ligados ao movimento na época e também de novos talentos que nele se inspiram e/ou que possuem espírito criativo semelhante.

De maneira informal, o Gabinete de Leitura Guilherme Araújo deu início a essas comemorações nos dias 26 de janeiro e 02 de fevereiro, com as apresentações da cantora e compositora Georgeana Bonow, que dividiu ambas as noites com o poeta, letrista e filósofo Antônio Cícero.

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